Desde o dia 25 de Maio, data em que teve início a paralisação de docentes, técnicos e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) passaram-se longos 107 dias, que hoje garantem à universidade o maior tempo de paralisação em sua história, um recorde que nenhuma instituição de ensino gostaria de carregar.
O presidente da Associação dos Docentes da Uern (Aduern), Valdomiro Morais, condenou a morosidade do governo em resolver este impasse. De acordo com ele, é muito triste ver mais um recorde negativo imposto à universidade e saber que foi a falta de compromisso do executivo que materializou esta triste situação.
“Absurdo é a palavra que eu utilizaria para descrever uma greve que chega a 107 dias sem nenhum sinalização de término. O Governador Robinson Faria deixa claro à toda sociedade potiguar a sua falta de empenho e compromisso em resolver este impasse. É preciso lembrar que em 2014, quando tentava se eleger governador, ele afirmou que cumpriria o acordo firmado, o que até agora não aconteceu”, afirmou Valdomiro
O presidente relembra que no ano passado foram realizadas uma série de reuniões que garantiram o acordo com os servidores da Uern e impediriam novas paralisações na instituição. Ele destaca que a greve poderia ter sido evitada se o novo governo estivesse disposto a dialogar sobre o conjunto de pautas de docentes, técnicos e estudantes.
“ Em nossa pauta, buscamos o cumprimento do Plano de Cargos e Salários, o que implica em um realinhamento de 12,035%, além disso reivindicamos a realização imediata de concurso público e de uma série de melhorias estruturais nos campi da universidade. Os técnicos também tem reivindicações que tocam à categoria e os estudantes lutam por avanços como reforma e construção de Residências Universitárias e restaurantes nos campi”, destacou o docente.
A última paralisação na Uern que conferiu números semelhantes aos desta greve aconteceu durante o Governo de Rosalba Ciarlini, ainda em 2011, quando foram necessários 106 dias para que um acordo fosse firmado entre as partes. O mesmo acordo viria a ser descumprido no ano seguinte, causando uma nova greve.
O presidente da Aduern à época, Flaubert Torquato relembrou que durante a última grande paralisação a estratégia utilizada pelo Governo Rosalba foi de enfrentamento direto, diferentemente do atual momento, marcado pela passividade do Governador Robinson, que tenta vencer os servidores pelo cansaço.
“No decorrer dessas paralisações a Aduern e a própria Uern foram alvo de uma campanha de descrédito promovida pelo Governo do Estado na época, que insultou e difamou a universidade, apontando para seu alto custo, tentando destruir a imagem da instituição e junto a da Aduern. Até então, nunca antes na história deste Estado algum governante chegou a tanto. Mas, felizmente, não obtiveram êxito” lembrou Flaubert.
Do De Fato.com


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