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Em 12 anos, número de prefeitas aumentou 70% no Brasil


A chegada de Dilma Rousseff à Presidência do Brasil, em 2010, comprovou uma tendência já verificada nas cidades brasileiras. De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), o número de prefeitas só aumentou nos 12 últimos anos 70,1%. Em 2002, havia no Brasil 328 mulheres à frente de municípios. Em 2012, esse número chegou a 560. Segundo o levantamento, a média nacional subiu de 5,9% para 10,1% nesse período.

Amapá, Sergipe e Tocantins são os três Estados com maior participação feminina. Já São Paulo aparece com uma proporção de 8,5%, inferior à média nacional (10,1%). No Amapá, a proporção de prefeitas é de 25%, um pouco a mais que Sergipe (22,7%) e Tocantins (21,6%). O ranking dos dez Estados com maior proporção de prefeitas é completado por Maranhão, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Acre.
Em números absolutos, Minas Gerais é a unidade da federação com o maior número de prefeitas - são 61, ante 792 homens no poder em outros municípios da região. Em Roraima, por outro lado, todos os 15 municípios do Estado são comandados por homens.
O cientista político Paulo Kramer, da Universidade de Brasília, diz que "as mulheres não estão na política numa quantidade representativa do seu peso na sociedade muito menos por machismo e preconceito e mais por aversão que têm, de maneira geral, à política.
- Elas consideram a política uma atividade repulsiva.
Relatório do Banco Mundial divulgado em setembro passado apontou que "embora homens e mulheres sejam igualmente aptos para exercer sua voz política pelo voto, homens são frequentemente percebidos como superiores em exercer poder político".
O relatório mostrou que o número de países com mais de 20% dos cargos ministeriais ocupados por mulheres saltou de 13 para 63 entre 1998 e 2008. Atualmente, o governo Dilma Rousseff conta com dez mulheres, o que representa 26,3% do total. Desde que assumiu o cargo, a presidente tem procurado priorizar a nomeação de mulheres para postos estratégicos do governo.

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